quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"A combinação Peixes-Aquário só encontra sentido para a vida quando doa. É no ato de auxiliar, de servir, que você descobre razão para a existência, e percebe que sua existência não apenas faz sentido, como é essencial. "
 E depois daquela maldita conversa contraditória, uma luz acendeu em minha mente. Eu pensei em todos os momentos, em todas as coisas e só consegui ligar alguns pontos... Ele dizia que gostava de mim por eu ser quem eu era. Dizia que eu não precisava mudar, mas a única coisa que ele tentava o tempo todo, era tirar algo que em mim não era eu. Eu sabia que não era eu, mas ele insistia em saber melhor de mim que eu mesma...
 Ele disse que gostava do brilho dos meus olhos, que meu sorriso era encantador e não existia desenho mais bonito que as curvas do meus cabelos. Disse que eu era inteligente e divertida, mas que precisava que eu destrancasse meus sentimentos...
 Então eu soube que ele não sabia o que estava falando, porque se me amasse de verdade, saberia que eles estão todos expostos e gostar de mim não deveria ser tão superficial.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Idealização não idealizada

 Se eu tivesse vivido minha infância e adolescência inteira idealizando alguém, idealizando um romance, seria com alguém como você. Seria com alguém que tivesse os mesmo gostos que o seu e o mesmo sorriso. Seria alguém inteligente, seria alguém que me faz bem porque quer. Seria alguém como você. Seria você.
 Mas não idealizei, então agora que ficou tanto aqui, perdendo tempo comigo, dando o sangue e à alma por minha calma, eu não consigo retribuir.
 Não gostaria de ser assim, me sinto menos humana. Se ao menos meus sentimentos fossem maleáveis, eu poderia ser feliz com você. Mas não posso.
 E a pior infelicidade que tenho, é fazer você também infeliz.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Soquei seu rosto, mas minha mão também doeu

 Era madrugada e tudo começava a fazer sentido. Todos os sons queriam ser ouvidos. Todas as vozes queriam ser pronunciadas, menos a minha.
 Era 3:44 da madrugada de uma terça-feira de verão e eu estava arrepiada. Meu corpo tinha febre e frio e meu estômago tinha náuseas. Eu havia feito o que deveria há muito tempo. Eu fiz o que todos duvidavam. Eu disse a verdade mais dolorida que já poderia ter dito em minha vida.
 Ninguém acreditava, mas doeu mais em mim do que nele.
 Ele sentiu um tapa na cara. Tapas tiram a honra, dão dor. Mas eu senti um soco na boca do estômago, socos te tiram o ar, te dão hematomas.
 Ele não conseguia dormir, rolava de um lado para o outro na cama sem achar uma posição confortável, ou talvez fosse só sua mente que estava em zona desconhecida, tentando pensar em algo que não fosse em mim, a menina que ele achava que tinha.
 Já eu, eu não conseguia parar de chorar. Como eu pude fazer tão mal a alguém? Como pude ser tão egoísta? Ao tentar sentir, fiz crescer algo que jamais poderia ter existido. Iludi sem saber que o estava fazendo.
 Chorei por ele, chorei por mim. Após tudo o que me fez, após toda a dedicação e sentimentos que transbordavam seu ser, eu não consegui sentir. Nunca entenderei o motivo. Mas agora, só agora (como vem acontecido nos últimos anos), me sinto alguém de alma deturpada e coração estragado. Alguém que não merece amor porque não sabe retribuir.
 Me sinto eu.